pinus taeda

taeda

OCORRÊNCIA NATURAL

No Brasil, mais precisamente nas regiões Sul e Sudeste é uma das espécies mais implantadas, em função do seu alto crescimento e qualidade de madeira oferecida pela variedade.

PRODUÇÃO

Nos plantios iniciais feitos a partir de sementes sem controle de qualidade, colhidas em povoamentos de baixo potencial, as árvores apresentavam baixo crescimento, má qualidade de fuste e galhos, atingindo uma produção máxima de 25m³/hectare/ano de madeira. Hoje a Terra e Flor disponibiliza de mudas produzidas através de sementes de Pomares Clonais certificados, adaptadas ao clima da nossa região, as quais podem atingir um crescimento médio em torno de 38m³/hectare/ano, além de formar um padrão de árvores uniformes.

USOS

Destaca-se no mercado de madeira serrada e laminada, por apresentar algumas características como: • Apresentação mínima de resina na madeira; • Galhos mais finos, porém em maior intensidade; • Madeira mais leve, mais apropriada para utilização na indústria moveleira;

Em toda a região de ocorrência de Pinus taeda, o clima é úmido, temperado-ameno, com verões quentes e longos. A precipitação média anual varia de 1.020 mm a 1.520 mm e o período livre de geadas varia de cinco meses na parte norte até dez meses, na parte costeira sul. As temperaturas médias anuais variam de 13o C a 24° C, podendo chegar à mínima extrema de –23° C. No Brasil, esta espécie se desenvolve bem nas regiões com clima fresco e inverno frio, com disponibilidade constante de umidade durante o ano. Esta condição é encontrada em todo o planalto das Regiões Sul e Sudeste. Pinus taeda pode ser plantada no planalto das Regiões Sul e Sudeste, em solo bem drenado, onde não haja déficit hídrico. Isto inclui as partes serranas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, bem como as partes mais chuvosas do sul dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

pinus elliottii

elliottii

No Brasil, o Pinus elliottii é uma das espécies mais plantadas nas Regiões Sul e Sudeste, porém, em menor escala do que P. taeda, visto que sua madeira não é muito usada pelas indústrias de celulose e papel mas, sim, na produção de madeira para processamento mecânico e na extração de resina. Em comparação com Pinus taeda, o Pinus elliottii apresenta as seguintes características marcantes:

• exsudação de resina mais abundante pelos cortes e ferimentos na madeira, ramos e acículas;
• acículas mais densas, longas e de coloração mais escura;
• Cones com pedúnculo e escama sem espinho;

A produção brasileira de resina, quase toda de Pinus elliottii, teve início em fins dos anos 70, tornando-se o maior produtor na América do Sul. Atualmente, estima-se uma produção anual de 65.000 t, consumida, em sua maioria, no mercado interno. Uma pequena parte já está sendo destinada à exportação. Esta variedade cresce mais do que Pinus taeda em regiões da baixa altitude como na planície costeira de toda a Região Sul, desenvolvendo-se bem, mesmo em solos com lençol freático próximo à superfície (solos de banhado). Isto permite o seu plantio e produção de madeira em áreas marginais onde outras espécies não têm condições de sobreviver, oferecendo, assim, oportunidade de otimizar a produtividade nas propriedades rurais. Pinus elliottii é a variedade predominante que se estende desde a planície costeira do sul da Carolina do Sul (33°30´ N) até a região central da Flórida e, para leste, até a Louisiana. O clima predominante na sua região de ocorrência natural caracteriza-se pelos verões chuvosos, com precipitação média anual em torno de 1.270 mm e temperatura média anual de 17° C, ocorrendo, esporadicamente, temperaturas extremas de –18° C até 41° C. No Brasil, esta variedade requer clima fresco com inverno frio e disponibilidade de umidade constante durante o ano; a variedade densa ocorre em área com temperaturas mais elevadas, restrita ao extremo sul da Flórida, onde ocorrem chuvas estacionais, predominantemente no verão, com pequeno déficit hídrico no inverno e primavera. A variedade é indicada para plantio em toda a Região Sul e Sudeste do Brasil, inclusive nas planícies costeiras e em locais com solos encharcados (banhados). No entanto, a atividade de extração de resina deverá ser restrita às regiões com temperatura mais alta do que no planalto sul, para se obter maior rendimento. Por exemplo, nas planícies costeiras e nas áreas de transição para a Região Tropical (Região de Cerrado nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais). A região mais apropriada ao seu maior crescimento e produtividade de madeira avança até os cerrados no sul do estado de São Paulo, onde as altas temperaturas e a ocorrência de déficit hídrico, em parte do ano, limitam o desenvolvimento de espécies como Pinus taeda. Uma floresta com Pinus elliottii bem conduzida pode atingir uma produção média aproximada, equivalente a 32 toneladas /hectare/ano.

eucalyptus dunnii

dunnii

O Eucalyptus dunnii atinge 50 m de altura e 1,0 a 1,5 m de DAP (ocasionalmente 2,5 m), com fuste limpo de 30 a 35 m. A espécie tem um distribuição restrita na região nordeste de New South Wales e sudeste de Queensland na Austrália. A distribuição ocorre aproximadamente à 250 km a Oeste de Coff’s Harbour em NSW até o Oeste de Warwick em QLD, aparentemente em duas áreas isoladas. As latitudes variam de 28 a 30°C 15’ C e altitudes de 300 a 750 m. O clima é quente e úmido, com média das temperaturas máximas do mês mais quente compreendida entre 27 a 30° C, e a média das mínimas do mês mais frio varia de 0 a 3° C. Ocorrem de 20 a 60 geadas por ano, com baixa intensidade. Precipitação pluviométrica média anual variando de 1000 a 1750 mm, chuvas concentradas no verão, mas há meses com menos de 40 mm de precipitação. Ocorre principalmente no fundo de vales e baixas altitudes, mas também ocorre próximo aos cumes originados de basalto. Ocorre também em solos derivados de rochas sedimentares e piçarra. É de Floresta Aberta Alta e as principais espécies associadas são: E. saligna, E. microcorys, E. grandis, E. propinqua, E. dalrympleana var heptantha e Casuarina torulosa. É uma das espécies com maior crescimento na Austrália. Densidade Básica = Db = 0,800 g/cm³. A madeira é muito semelhante a do E. grandis, podendo ter as mesmas utilizações. Os primeiros estudos visando seu aproveitamento para celulose e papel, são altamente animadores. As maiores restrições à espécie são a inexistência de produção de sementes em nosso meio, e a impossibilidade de importação de sementes em quantidades suficientes. Existindo possibilidade da produção de sementes ou mudas, a espécie poderá ser potencial para todas as regiões bioclimáticas do Estado de São Paulo. Fonte : IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. O Eucalyptus dunnii concentra em maior intensidade florestas implantadas no Sul do Brasil, onde se destaca pelo seu alto crescimento e também por ser uma variedade tolerante a invernos rigorosos, suportando temperaturas de até 0°C , atinge uma produção média de aproximadamente 55 ton/há/ano, se implantado em solo com condições favoráveis e corrigido. Tem como principal fonte consumidora, o mercado de celulose e energia, destacando-se também como madeira serrada, laminada e escoras para construção. Os espaçamentos utilizados para a espécie variam de 2,0 a 3,5 metros entre plantas e entre linhas, a colheita da madeira pode ser executada a partir do 5ª ano.

eucalyptus benthamii

benthamii

O Eucalyptus benthamii Maiden et Cambage foi introduzido no Brasil pela Embrapa/Florestas, tendo em vista que espécies do gênero têm sido usadas em extensos programas de reflorestamento e o mesmo apresenta boa resistência à geadas e grande probabilidade de ser utilizado para fins industriais, sendo necessários maiores estudos sobre suas características anatômicas e tecnológicas. A madeira é moderadamente dura, adequada para uso em locais protegidos (HALL & BROOKER, 1973). No sul do Brasil, o E. benthamii tem mostrado bom crescimento e resistência a geadas em plantios experimentais com 2 e 3 anos no estado de Santa Catarina. A espécie também é apontada como promissora em áreas montanhosas do estado de Minas Gerais (Embrapa, 1988). Em Colombo, PR, E. benthamii apresentou aos 8 anos de idade, altura média de 18 m e DAP médio de 21 cm (Shimizu, comunicação pessoal). Higa e Carvalho (1990) observaram na região de Dois Vizinhos, PR, sobrevivência de 70%, altura média de 16 m e DAP médio de 15 cm aos 45 meses de idade e concluíram que a espécie merece atenção especial dos melhoristas.

eucalyptus grandis

gradis

OCORRÊNCIA NATURAL

Árvore muito alta (45 a 55 m) e grossa (1,2 a 2,0 m DAP), excepcionalmente pode atingir 75 m de altura e 3,0 m de DAP. Geralmente, com o fuste liso nos 2/3 ou 3/4 superiores do tronco. Ocorre em três populações distintas. A maior e principal área é ao redor de Newcastle (NSW) e em direção ao norte ao redor de Bundaberg (QLD) (latitude 25 a 33o S). Pequenos povoamentos ocorrem a Oeste de Mackay na parte central de Queensland (lat 21o S). A terceira população ocorre ao Nordeste de Townsville para o Oeste de Bloomfield no norte de Queensland (16 a 19o S). A altitude varia desde o nível do mar até 600 m na maioria das populações, e de 500 a 1100 m nas áreas do Norte. O clima é principalmente quente e úmido. A temperatura máxima do mês mais quente esta entre 24 e 30o C; e a mínima do mês mais frio de 3 a 8o C. Nas populações do Norte estas temperaturas são respectivamente 29 a 32o C e 10 a 17o C. A precipitação esta entre 1000 e 3500 mm nas áreas costeiras, com predomínio no verão; e de 1000 a 1750 mm nas áreas centrais, também com predomínio no verão. É de Floresta Aberta Alta, e as principais espécies de Eucalyptus associadas são: E. intermedia, E. pilularis, E. microcorys, E. resinifera e E. saligna. Densidade Básica = Db = 0,700 a 0,800 g/cm³. A madeira de E. grandis é leve e fácil de ser trabalhada.

USOS

Utilizada intensivamente, na Austrália e na república Sul Africana, como madeira de construção, quando oriunda de plantações de ciclo longo. A madeira produzida em ciclos curtos é utilizada para caixotaria. Normalmente a madeira oriunda de árvores com rápido crescimento, apresenta problemas de empenamento, contrações e rachaduras quando do desdobro. Plantações, convenientemente manejadas, podem produzir madeira excelente para serraria e laminação. É a principal fonte de matéria prima para celulose e papel do Estado de São Paulo. É susceptível ao cancro do eucalipto (Cryphonectria cubensis Bruner). Atribui-se, essa incidência á intensidade da deficiência hídrica nas áreas em questão. É mais resistente que o E. saligna e menos resistente que o E. urophylla. É a espécie mais plantada fora da Austrália. O E. grandis tem a grã muitas vezes intercalada, textura fina a média.

Fonte : IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais.

Erva-Mate

erva-mate

OCORRÊNCIA

A erva-mate (Ilex paraguariensis) é uma árvore da família das Aquifoliaceas, originário da região subtropical da América do Sul, presente no sul do Brasil, e centro oeste do país (Mato Grosso do Sul), norte da Argentina, Paraguai e Uruguai.

PRODUÇÃO

Pode atingir 12 metros de altura, tem caule cinza, folhas ovais e fruto pequeno e verde ou vermelho-arroxeado. Para facilitar a colheita anual dos ramos, a árvore é severamente podada para manter-se a não mais de 3,0 metros de altura. Dessa forma evitam-se plantas altas que dificultam a colheita das folhas jovens, consideradas nobres na infusão do chá mate.

USOS

Curiosidades

Estudos detectaram a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, a vitamina C e a vitamina D, e sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. Combate os radicais livres. Auxilia na digestão e produz efeitos anti-reumático, diurético, estimulante e laxante. Não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural.

Outras (sob consulta)

Produzimos sob encomenda qualquer espécie nativa da nossa região, entre outras espécies exóticas de acordo com a necessidade de nossos clientes.